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Ela,
você sabe, não é?,
como encantadora é,
trejeitos e face que
mudam um homem,
o tornam melhor.
você precisa saber.
se não souber,
isso significa
que não há nada em você
que valha a pena.
não diante daquilo
que ela,
e ela apenas,
pode te dar.
porque, sabe?, é apenas
um passo
o que nos joga no precipício
ou nos faz recuar
diante dele.
e ela,
agora eu sei,
é um abismo
que não tem fim.
bela e terrível
à sua maneira.
vazia
como só ela sabe ser,
mas, ainda assim,
mais preenchida
que nossos corações
repletos de coisas vermelhas,
ardorosamente humanas,
apaixonadamente inúteis.
ela, você sabe, não é?,
é por quem estou caindo.
ela.
a gente percebe,
quando chega ao fim
da descida,
que o que mais conforta
é saber que,
quando estivermos no chão,
poderemos andar outra vez,
e dessa vez não apenas cair,
em direção a ela.
e agora você vai embora,
porque há coisas demais
que tenho de ver,
e muito a recordar.
ela está,
é minha última mensagem,
me chamando
para um último abraço.
eu vou para você,
fazer valer minha vida inteira.
estou voltando para casa
por cima da amurada do penhasco
de mentiras verdadeiras que contei
para te fazer sair de nós.
Ella,
diga olá
aos meus muitos eus,
aos meus nomes novos,
às minhas esperanças,
que você fez nascer.
ela.
ela te torna um homem melhor.


Texto feito pelo Dudz... obrigada. ;3
.

 

Postado por Kah às 01h31
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 Faz-se necessário colocar ao vento e ao sol estas palavras. Antes que esse minuto se acabe e que esse sentimento se esvaia, respire fundo. Um, dois. Três, caso queira.


 Pronto. Acabou-se o minuto, mas não o sentimento. Você continuará respirando e seu coração ainda bate. Você está vivo. Ou não. Sentir, pensar, sofrer e sorrir são peculiaridades dos seres vivos, sim. Mas você pode morrer e continuar vivo. Infelizmente.


 Morrer em vida é tão comum que muitos não sabem diferenciar Vivos-vivos e vivos-mortos. Sabe aquela pessoa que recebe um sorriso e nem tenta sorrir de volta? Está morta. Sabe quem acorda e reclama que o fez? Ou quando guarda um sentimento dentro de si, o enclausura e se tortura para não deixar transparecer? Mortos. Todos esses.


 O único bom desse 'morrer' é que não significa o fim, muito pelo contrário. Significa uma pausa. Breve, não tão breve, estupidamente longa. Depende de quem, do quando e do porquê. E, se não tivesse um fim, não teria um recomeço. Não teria o ontem, as lembranças, as lágrimas e a trilha. Sinuosa, por vezes estreita e sombria. Ora iluminada, com cheiro de terra molhada, ora nublada, quase chuvosa. Dúvidas, respostas sem perguntas e garoa.


 Caminho no qual você pode andar sozinho, caminhar de mãos dadas ou sentar e esperar o tempo passar. Só que o tempo não tropeça nas pedras e não dorme no ponto. Você, sim. Então que tal levantar sua cabeça, respirar fundo e continuar? Uma vez, duas. Três, caso queira.

Postado por Kah às 00h18
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~ Duvet ~

Ah, borboleta! leve-me para bem longe, com o rufar de suas asas e com a brisa leve que corre com o vento~

~ Tchubada ~

Kah, 18 anos, gosta de chocolate e refrigerante, odeia coisas ardidas e pimentão, faz aulas de canto e acha que sabe tocar violão. Vive divagando, sem rumo, sem eixo e sem destino. Gosta de escrever sobres as coisas que vê, as que sente e até mesmo as que ela não entende. Prazer.

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